Reciclar é sempre transformar. Seja o lixo, o papel, ou outros resíduos descartados pelo Ser humano. Transformar visando algo melhor. Saudável à nossa mente, olhos ou ambiente. Visando melhor qualidade de vida, muitas vezes adquirida por iniciativas que demandam mais conscientização do que grandes investimentos financeiros.

 

Reciclar o papel usado, conferindo-lhe estética agradável ao incluir elementos que a Natureza sabiamente descarta ou que o ser Humano chama de “lixo”, apenas por estar fora de lugar. Matérias-primas que passando por mãos habilidosas transforma-se em singulares Obras de Arte, além de mobilizar a auto-estima em escala evolutiva e favorecer renda a quem precisa. São cascas de cebola, camarão, folhas secas, ervas de chá usadas, fibras vegetais em decomposição, a exemplo da bananeira e cana-de-açúcar, sisal de cordas velhas, buriti, taboa e outras que, descartadas no meio ambiente urbano ou rural, podem ser transformados em papel a partir de técnica artesanal herdada dos chineses desde o ano 105 d.c.

 

Reciclar: Pensando e atuando de forma inteira, de forma sócio – artística – política- ambiental. Conciliar: preservação e renda, trabalho e criatividade, estética e cidadania, ação e reflexão. É sobre isso que fala este site.

 

O campo de atuação demarcado pela educação ambiental (EA) é amplo e variado Não se pode entender as questões ambientais sem as dimen-sões políticas, econômicas e sociais. Validar apenas a dimensão ecológica seria praticar um reducionismo simplório e perigoso.

A opção pelo trabalho junto aos movimentos sociais iniciaram-se em 1986 quando ainda estudante do curso de ciências sociais da UFBA fui convidada a atuar como estagiária na Comissão Pastoral da Terra no Município de Barreiras, Bahia.